Antes de içar a lâmina, o algoz suplica ao condenado: "Você me perdoa?"

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Cisne Negro e Edgar Allan Poe no 6º Cinefantasy


Meus amigos,

Gostaria de convidar a todos para o


6º Cinefantasy
Festival Internacional de Cinema Fantástico
Site Oficial:
http://www.cinefantasy.com.br/principal.html


Entre os dias 22 de novembro e 04 de dezembro, o 6º Cinefantasy apresentará longas e curtas metragens do gênero fantástico e desenvolverá oficinas e palestras que promoverão o debate com o público.

Passo a palavra aos organizadores do evento, Vivi Amaral e Eduardo Santana:

O Cinefantasy – Festival Internacional de Cinema Fantástico é um evento internacional especialmente criado para o cinema fantástico. O festival que vem, há cinco anos, incentivando, debatendo e divulgando a diversidade temática no cinema brasileiro tem sua programação totalmente voltada ao cinema fantástico e seu universo.

Cinema fantástico é um termo usado para unir todos os gêneros que tem um pé no real e outro no irreal. Sendo assim, horror, ficção científica e fantasia são subgêneros que integram o fantástico.

Com uma programação dividida em mostras competitivas (curta, longa-metragem, Desafio Mestre dos Gritos), paralelas e atividades de formação, o Cinefantasy visa fomentar a produção do cinema fantástico nacional e a formação de público.

O festival começou em 2006 no litoral de São Paulo, migrou para a capital paulista há três anos e hoje ocupa três salas de cinema. A edição de 2010 teve o reconhecimento de público, crítica e mídia, consolidando o Cinefantasy como o principal festival do gênero no país.

A Mostra Paralela traz retrospectivas, homenagens, exibições temáticas e encontros com diretores. O festival também oferece oficinas, debates e palestras gratuitamente.

O Cinefantasy tem grande prestígio internacional, sendo também membro fundador da Aliança Latino-Americana Fantafestivales, que reúne outros festivais de gênero da América Latina, e realizando parcerias e intercâmbios com entidades e eventos estrangeiros”.

A programação completa do 6º Cinefantasy pode ser conferida a partir do seguinte link presente no site oficial do festival:
http://www.cinefantasy.com.br/programa/calendario.html

Os eventos do 6º Cinefantasy ocorrerão nos seguintes locais:

Centro Cultural Vergueiro
Rua Vergueiro, 1000 – Metrô Vergueiro

Biblioteca Viriato Correa
Rua Sena Madureira, 298 – Metrô Vila Mariana

Cine Sesc
Rua Augusta, 2075 – Metrô Consolação

Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Metrô Vila Mariana

Espaço Cinefantasy
Av. Dr. Arnaldo, 1620 – Metrô Sumaré

Feita a apresentação geral do 6º Cinefantasy, gostaria de convidar a todos para a palestra


O bailado tenso e contraditório do Cisne Negro
pelo prisma de Edgar Allan Poe
link:
http://www.cinefantasy.com.br/programa/pao001.html


Palestrante: Flávio Ricardo Vassoler
Dia: 26/11/11 (próximo sábado)
Horário: das 13h30 às 16h50
(Haverá a apresentação prévia do filme Cisne Negro antes da palestra propriamente dita)
Local: Biblioteca Viriato Correa
Rua Sena Madureira, 298 – Metrô Vila Mariana
Link do google maps para localização da Viriato Correa:
http://www.google.com.br/maps?q=Biblioteca+Viriato+Corr%C3%AAa,+S%C3%A3o+Paulo&hl=pt-BR&ie=UTF8&ll=-23.593201,-46.638709&spn=0.002052,0.003484&sll=-23.570143,-46.63986&sspn=0.008211,0.013937&vpsrc=6&hq=Biblioteca+Viriato+Corr%C3%AAa,&hnear=S%C3%A3o+Paulo&


Sinopse da palestra


Com o aporte da Filosofia da Composição, de Edgar Allan Poe, analisaremos o modo pelo qual Aronofsky construiu a narrativa do Cisne Negro a partir do paradoxo da construção racional – vale dizer, matemática – do fantástico. O duelo encarniçado entre os cisnes branco e negro dá o tom para que o fantástico e o factível se entrechoquem até que, no limite, Nina (Natalie Portman) seja drenada pela realidade ficcional própria ao lago dos cisnes.

O palestrante, Flávio Ricardo Vassoler, é Mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e ministra cursos sobre literatura e cinema em instituições como a Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, o MuBE, Museu Brasileiro da Escultura, e em eventos como o Fantasticon – Simpósio Internacional de Literatura Fantástica. Desde 2009, freqüenta as galerias literárias do Subsolo das Memórias – http://www.subsolodasmemorias.blogspot.com/.

Conto com a presença de todos, então, no dia 26 de novembro, sábado próximo, na Biblioteca Viriato Correa, às 13h30.

Abraço a todos, até lá!

Flávio Ricardo Vassoler

13 comentários:

  1. Tenho uma aula no sábado... mas tentarei ir prestigiá-lo. :)
    Estou em São Paulo, o "retiro" terminou...
    ...e adorei a programação, quero ver alguns filmes essa semana.
    abraços,
    Milena

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  2. Aêêê!!!

    Finalmente!!!!! =D

    Flávio, final de semestre é foda, mas farei de tudo pra ir, sim!!! Quase certeza q estarei lá!!!

    Vou ver se ainda arrasto uma galera!

    A propósito, 13h30 é o horário do filme e, em seguida, haverá a palestra??

    Obrigado, até breve!!

    Edu

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  3. Fala, Edu! Tudo bom, velho?

    Exatamente: a partir das 13h30 o filme será exibido. Após o término rolará a palestra.

    Espero você por lá, então.

    Abraço,

    Flavião

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  4. Poxa, Flá, estarei trabalhando neste sábado. Mas vou divulgar pros amigos.

    bjocas

    Francine Barbosa

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  5. Boa Tarde, Flávio Vassoler

    Vou, sim, prestigiar e vou levar uma amiga que foi diretora da Escola de Dança de São Paulo - Theatro Municipal de São Paulo, o nome dela é Esmeralda Penha Gazal.

    Abraços,

    Vera Souza

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  6. Muito sucesso nesses eventos sob sua chancela!
    Abrs,
    Reinaldo

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  7. Profº Flávio, boa tarde.

    Gostaria de, mais uma vez, parabenizá-lo pela palestra. Além de escolher um dos meus filmes prediletos, você trouxe uma abordagem reflexiva sobre diversos panoramas: seja literário, psicológico e pessoal.
    Também quero destacar sua virtuosa postura e atenção para com os convidados, deixando-os à vontade para expressarem suas opiniões.
    Boa sorte nos seus próximos trabalhos.
    e VIVA O CORINTHIANS!

    Isabela Gonçalves

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  8. Olá, Isabela! Tudo bom com você?

    Muito obrigado pelos cumprimentos, fico contente de que tenha gostado da palestra. Espero que ela tenha propiciado a você novos prismas para que o Cisne Negro apresente cada vez mais nuances.

    Quanto à abertura para os alunos, Isabela, devo dizer que fiquei muito animado com as intervenções de vocês. Foi possível aprofundar aspectos da palestra e estabelecer uma nova dicotomia, desta vez envolvendo este palestrante e os espectadores, de modo que os papéis se embaralharam, de certo modo, na mesma medida do bailado não-idêntico do Cisne Negro. Ótima surpresa, então!

    Um abraço, Isabela, você será sempre bem-vinda,

    Flávio Ricardo

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  9. Olá, Flávio. Boa noite!

    Fui à sua palestra hoje d'O Bailado tenso do Cisne Negro pelo prisma de Edgar Allan Poe e achei fascinante. Quando assisti ao filme pela primeira vez apenas fiz associação com o ID e SUPEREGO do Freud; agora assistirei pela 3ª vez com outros olhos.

    Eu estava, também, no Fantasticon desse ano, naquela mesma biblioteca, quando você falou do Fantástico em Dostoiévski. Gostei da sua exposição e quis repetir a dose hoje com o Cisne Negro.

    Sempre que possível, verei suas palestras.
    Obrigada pelos conhecimentos compartilhados.

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  10. Olá, Ludimila!

    Fico muito contente com os seus comentários, Ludimila, eles me estimulam muito a continuar meu trabalho com afinco e dedicação. Ano que vem haverá novos eventos, e conto sempre com a sua presença.

    Fico também contente pelo fato de a palestra instigar você a escavar o filme por um novo prisma - aliás, espero que você arremesse o prisma da palestra ao encontro do e de encontro ao prisma que você primeiro havia encontrado. Certamente haverá novas e profícuas reflexões nesse sentido, Ludimila.

    Um abraço,

    Flávio Ricardo

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  11. Prezado Flávio,

    Agradeço o envio dos links e a oportundade de acompanhar sua palestra.
    Tenho interesse no material e na reflexão sobre a Filosofia da Composição.

    Desejo-lhe grandes realizações e aguardo notificação de palestras, mesmo que abordando o mesmo assunto, para que eu possa ampliar as minhas reflexões e conjecturas.

    Atenciosamente,

    Esmeralda Penha Gazal

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  12. Bom dia, Flávio.

    Quero lhe cumprimentar pela excelente Palestra, mt interessante o paralelismo que fez com o conto do Edgar Allan Poe. Não tinha refletido ainda sobre o início dar pistas do final da história. Sempre é bom ver filmes, obras literárias, por outros prismas.

    O texto de seu amigo Eduardo Rocha, bom também. Salvei no meu pc p/ consultar em outra ocasião.

    Aproveito, também, para trazer-lhe algumas considerações, com relação aos aspectos dicotômicos abordados na vida da personagem principal do Cisne Negro, e dos demais personagens. Veja, por gentileza, se concorda.

    Recordei-me da personagem Luísa, de o Primo Basílio, bem como de Lady MacBeth, ambas personagens, com suas singularidades, que sucumbiram diante da "realidade" em que se encontravam. No Caso de Luísa, da obra de Eça de Queiroz, a mocinha romântica não consegue viver a realidade, finalizando o ciclo com a morte. No filme Cisne Negro, a morte é apenas simbólica, deixando várias possibilidades para o leitor construir o final. No caso de Sra. MacBeth a loucura já é o encerramento do ciclo, pois não aguenta lidar com a realidade também.

    As três obras abordam o tempo psicológico, pois não há propriamente uma linearidade na construção. E A hora da Estrela, de Lispector.... cai como uma luva fazendo um link com o Cisne Negro.

    Ah lembrei-me, também, do livro o Apanhador no Campo de Centeio, de Jerome D. Salinger, já o leu?

    Bom Flávio, são apenas considerações e gostaria de saber sua opinião sobre elas.

    P.S.: AFF, O CORINTHIANS GANHOU ONTEM, NOOOSSSSAAAA VC FICOU CONTENTE??? IHHHHHHH

    EU TAMBÉM, RS, CORINTHIANA POR TODA A VIDA.

    ABRAÇOS

    VERA SOUZA

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  13. Olá, Vera!

    Fico contente que tenha gostado da palestra. As intervenções dos espectadores foram ótimas, assim como o comentário que você me traz.

    Vera, há um texto seminal na crítica literária que pode dar o ensejo para um comentário sobre o seu comentário: a "Teoria do Romance", de Georg Lukács. O autor estabelece uma tipologia envolvendo personagens mais estreitos do que o mundo e mundos comezinhos em relação às aspirações das personagens.

    A Luíza queirosiana me parece uma mescla de ambos os polos dessa tipologia. O ambiente claustrofóbico a prostra, ela quer algo mais - vale lembrar a inequívoca influência de Madame Bovary sobre o escritor português. Mas, à época, não havia a constituição das esferas pública e privada para que a mulher pudesse optar por caminhos outros. Luíza tenta romper subjetivamente a coerção objetiva que a condena a uma existência anódina nem de longe talhada para seu senso idílico e impetuoso.

    Mas aqui creio ser válido um comentário no seguinte sentido: me parece que a inadequação de Luíza guarda MUITO de legítimo e verdadeiro. Sempre me incomodou o chamado "princípio de realidade". Como se a realidade fosse algo estanque e nem por um momento perspectivo; como se a realidade tivesse que ser aceita in toto sem quaisquer questionamentos, atritos ou desgastes. Paradoxalmente, entrevejo um enorme ímpeto pela vida na morte paradoxal de Luíza. Aliás, se Luíza tivesse passado pelo bárbaro século XX e pelo cada vez mais padronizado século XXI, ela talvez dissesse, com Theodor Adorno, que há coisas mais tenebrosas a se temer do que a própria morte...

    Procurei sugerir na palestra que, justamente, a construção da temporalidade psicológica depende não somente de uma demanda interna, de um conflito subjetivo alheio à realidade tensa. Trata-se, na verdade, de uma imbricação recíproca, na medida em que a cisão do eu já esfacelado se exacerba quando do entrechoque com a realidade (darwinista) que tanto esmaga quaisquer demonstrações de fraqueza ou recalcitrância. Seria possível dizer que os diretores de Hollywood aprovam o término em completude do "Cisne Negro". Nesse sentido, quis ler o filme a contrapelo, ao mostrar que a possível integração de Nina pode ser apenas o ápice de uma circularidade trágica que prenuncia o declínio.

    Continuemos o debate, Vera, suas percepções me parecem muito interessantes.

    Um abraço,

    Flávio Ricardo

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